Lápis cor de pele
29,00$Camila e Juliana são grandes amigas, quando as duas tinham seis anos, moravam próximas e já estudavam juntas há dois anos.
Numa sexta-feira a professora passou um dever de casa que as deixou muito felizes. Era para desenharem-se ao lado dos melhores amigos e das melhores amigas e pintarem-se de acordo com a cor de suas peles.
Como eram dedicadas, ao chegar em casa foram logo fazer o dever. Assim que terminaram, na hora de pintar, as duas perguntaram para suas mães:
– Mãe, de que cor é o lápis cor de pele?
– Marrom! Respondeu a mãe de Camila.
– Rosa claro! Disse a mãe de Juliana.
Nesse momento surgiu uma dúvida na cabeça delas.
Camila e Juliana pensaram juntas: “Alguém pintou minha amiga com a cor errada”.
Tiarinha Vermelha e o povo mau
29,00$Tiarinha gostava mais da cor vermelha, porque ela sempre foi batalhadora e lutava contra qualquer tipo de discriminação. Era uma guerreira atual, que não usa armas para se defender; mas, de maneira inteligente, usa as palavras para convencer as pessoas a não serem preconceituosas.
Sempre que ia à casa da avó, algumas pessoas preconceituosas ficavam lhe fazendo perguntas desnecessárias. Ela dizia para a sua avó que era o povo mau que vivia escondido em suas casas, provocando-a. O povo mau não tinha coragem de falar olhando nos olhos dela; então, faziam provocações de dentro de suas casas mesmo.
[…]
Ela, com menos paciência ainda, respondeu:
— Essa língua grande é para defender o meu povo que foi arrancado do continente africano para trabalhar forçadamente aqui no Brasil, construir a riqueza dessa nação e hoje tem que conviver com pessoas racistas que não percebem que atitudes preconceituosas destroem vidas, não só de quem é discriminado, mas de quem discrimina também. O Brasil só será um país rico realmente quando aprender a respeitar seu povo negro e indígena!