Produtos
Tempo Para a Vida
29,90$Flor do Ypê amarelo
Ó flor do Ypê amarelo
Flor do meu caminho
Flor do sol caatinga adentro
Flor da saudade do meu sertão.
Flor da minha vida
Flor do meu canto nas tardes saudosas
Flor que desenho no meu pensamento
A pensar no meu amor.
Ypê amarelo solitário
Ypê amarelo cantador
Ypê alegre
No meu recanto sonhador
Ypê amarelo de Minas
Não tão triste quanto eu.
Estrela amarela dos viajantes
Longe a marcar um ponto alegre
À vista cansada uma estrela
Na minha vida desbotada
Um encanto sem fim.
Meu pé de ypê amarelo
Meus sonhos ilusões minha cor
Minha flor amarela meu amor
Assim que soprares o vento
Lance perfumes para mim.
Thor o cãozinho de estimação
20,00$Thor é um filhote da raça shitzu. É muito amado e bem tratado pela família que o adotou. Na hora da alimentação, não queria comer ração! Comida de humanos era o que ele queria degustar.
Não podia ver ninguém comendo, ou a Vovó Pet na cozinha mexendo, ficava logo querendo: pedacinho de carne, pedacinho de frango, pão de queijo, biscoito de polvilho, bolo, pizza…
Tiarinha Vermelha e o povo mau
29,00$Tiarinha gostava mais da cor vermelha, porque ela sempre foi batalhadora e lutava contra qualquer tipo de discriminação. Era uma guerreira atual, que não usa armas para se defender; mas, de maneira inteligente, usa as palavras para convencer as pessoas a não serem preconceituosas.
Sempre que ia à casa da avó, algumas pessoas preconceituosas ficavam lhe fazendo perguntas desnecessárias. Ela dizia para a sua avó que era o povo mau que vivia escondido em suas casas, provocando-a. O povo mau não tinha coragem de falar olhando nos olhos dela; então, faziam provocações de dentro de suas casas mesmo.
[…]
Ela, com menos paciência ainda, respondeu:
— Essa língua grande é para defender o meu povo que foi arrancado do continente africano para trabalhar forçadamente aqui no Brasil, construir a riqueza dessa nação e hoje tem que conviver com pessoas racistas que não percebem que atitudes preconceituosas destroem vidas, não só de quem é discriminado, mas de quem discrimina também. O Brasil só será um país rico realmente quando aprender a respeitar seu povo negro e indígena!
Urbanos
39,90$ESPECTROS
A violência multifária como causa e como efeito
O custo do poder no mal perpetrado a sangue-frio
Amargos remorsos sorvidos à luz do dia, sem pejo
As maldades atuais fariam Allan Poe perder o brio
A uma linguagem brutal somos perenemente sujeitos
Mergulhados no excesso de normalidade
Insensíveis ficamos a tantas desigualdades
Lágrimas turvas poluem os tugúrios das cidades
Moribundos exânimes perambulam por toda parte
A multidão das telas é de um brilho magnetizante
Desvia-nos o olhar da névoa que paira no horizonte
Taças a esmo brandem e brindam momentos liquefeitos
Êxtase efêmero, depois o vazio se abre voraz no peito
Migrantes em busca de saúde, paz, dignidade e emprego
São enxovalhados, renegados e agredidos no mundo inteiro
O desafio terrível e desumano de quem procura ser aceito
De aprender novas línguas, culturas, de obter o pertencimento
No racismo, xenofobia, misoginia e homofobia, repousa a idiotia
Árdua é a batalha encampada em prol da plenitude da cidadania
Esbulhos psíquicos, sociais, morais, identitários, uma absurda vilania
Somos espectros, porque invisíveis ou invisibilizados, eis a nossa sina
Vestígios: ensaios e outros escritos
45,90$Há ainda reflexões sobre a pequenez do homem e a importância do desejo erótico para dar sentido à vida desse homem. Sem o ranço filosófico. Afinal, só um imbecil pode gastar a vida “buscando” a Verdade, quando sabemos que ela é inatingível para nossas antenas. A obra se completa com preferências culturais do autor.
Negando os mandamentos da direita, da esquerda e da intelligentsia (isto é, da vanguarda intelectual), “Vestígios” é subversivo, coeso, desmistificador, contundente e rigoroso nos seus propósitos. À espera de sua leitura.
Viagens
29,90$Origem
Foi no sertão
Em casa
De parto com parteira
Nasci
Cresci na roça
Badoque na mão
Nariz escorrendo
Pernas cheias de perebas
Era curado com remédio caseiro
Chás milagrosos
E reza de benzedor
Nutria-me de frutos do pé
Leite do curral, cuscuz de milho
E requeijão de mãe
Aprendi a ler antes de saber as letras
Antes da escola
Ouvindo casos contados
Histórias antigas
Prosas do cotidiano
Era assim
Do romper do dia
A boca da noite
Tenho doces lembranças
Gratidão e alegria
Por essa História.